O título não possui outra explicação além do fato de ser o trecho de uma música, a qual ando cantarolando em pensamento desde domingo. Na verdade, tenho tido muitos pensamentos soltos. Talvez, não consiga traduzí-los claramente, já que em minha mente eles se organizam de acordo com os acontecimentos, e parecem estar plenamente relacionados entre si.
Não é muito fácil falar de decepções, aqueles acontecimentos que nos deixam de baixo astral por horas, dias, ou nos casos mais extremos, meses e anos. A minha ainda está em andamento. Às vezes, eu faço um enorme esforço e consigo esquecê-la, mas, em outras vezes, ela acaba voltando à superfície, alterando o tom de minha voz. Não é que eu não queria esquecê-la de uma vez por todas, é que ela não pára de me trazer questionamentos, cada vez maiores.
Pode ser que não seja tão grandiosa assim, pode ser que o problema seja eu. Tenho o defeito de tornar coisas pequenas as maiores do mundo. Quando a gente realmente ama uma pessoa, ama mesmo, ama naquela forma de não conseguir ficar por muito tempo longe dela, quando essa pessoa acaba nos decepcionando, por menor que seja essa decepção, ficamos inconformados, e pensando a todo momento: " Como ela pôde fazer isso comigo? Eu a amo tanto..." Eu não consigo me conformar com o que aconteceu semana passada.
Talvez, ele nem tenha errado tanto assim, mas, levando em consideração seus e meus princípios, interpretei como um erro, não tão grave, mas o suficiente pra me deixar questionando até agora. É porque eu o amo muito, e estou tentando entender seu lado, suas idéias, seus problemas, suas vontades, que são diferentes das minhas. Se fossem iguais, certamente não interpretaria o que aconteceu como um erro, ou como uma decepção para mim. Espero que a minha dure apenas dias...